Currículo suíço desenvolve alunos com mentalidade internacional

 
 
Programa que vem crescendo nas escolas brasileiras tem como objetivo formar cidadãos globais, estimulando o pensamento crítico e a diversidade étnica e cultural.

Com a intensificação das trocas linguísticas e culturais no século XXI, a busca por um ensino que contemple as competências necessárias para lidar com o aumento da diversidade tem sido objeto de desejo dos pais para seus filhos. Preparar o jovem para conhecer e interpretar o mundo ao seu redor, além de ter a capacidade de intervir no planeta de forma crítica, flexível e incisiva são algumas das habilidades exigidas na contemporaneidade e desenvolvidas em escolas com currículo IB (International Baccalaureate).

Fundada em 1960, a organização não governamental com sede em Genebra foi criada com base em pesquisas de especialistas em educação de vários países e detém status consultivo perante a Unesco. Hoje está presente em mais de 4.200 escolas do mundo inteiro, em cerca de 147 países, com 1,2 milhões de alunos, preparando estudantes de 3 a 19 anos a lidar com as características de vida no século XXI. No Brasil, o número de escolas que oferecem o IB vem crescendo nos últimos anos. Hoje, é possível encontrá-lo em cerca de 30 escolas brasileiras.

O currículo IB oferece quatro programas educacionais desafiadores de alta qualidade para uma comunidade mundial de escolas, visando formar cidadãos do mundo, por meio de um programa que estimula o pensamento crítico, em salas de aula com diversidade étnica e cultural.

O objetivo do currículo IB é desenvolver alunos com mentalidade internacional onde aprendem a trabalhar competências e habilidades suficientes que os capacitam para serem críticos e comunicativos com sua época. Além disso, o programa aumenta o entendimento de línguas e culturas e explora ideias e assuntos mundialmente importantes dentro de contextos globais.

”Com o IB, o aluno tem a oportunidade de estudar em universidades no exterior, ampliando sua mobilidade acadêmica, uma vez que o programa tem parceria com instituições de diversos países”, destaca Denise Lam, diretora da Escola Internacional de São Paulo. Outra vantagem é que, com essa formação específica e aprofundada, o aluno consegue se adaptar à realidade de outras nações.

Outros diferenciais são as disciplinas específicas e áreas transdisciplinares e interdisciplinares. As aulas dão ênfase especial ao ensino de línguas, fornecendo oportunidades para o planejamento e pesquisa individuais e colaborativos entre os estudantes.

Especificidades em relação a outros sistemas de ensino

A diferença entre o programa IB para o restante dos currículos encontrados no mercado é um compromisso com a pluralidade internacional do conteúdo transmitido para os estudantes. “O sentido de pluralidade internacional que permeia o currículo IB vai além de simplesmente aprender uma segunda língua”, afirma Denise Lam

“Por exemplo, em Biologia, os alunos podem aprender sobre bactérias que causam a febre tifóide, mas também seu impacto na expectativa de vida em um país em desenvolvimento. Ao estudarem a história de sua própria cidade ou região, podem ver as coisas em um contexto mais amplo, como o contexto e os efeitos de determinados acontecimentos e como eles impactam seu ambiente local”, explica.

Além disso, o corpo docente nas escolas adeptas ao currículo IB assiste frequentemente a workshops e conferências do IB. Eles também participam das revisões do currículo do IB, se unem às equipes responsáveis pela autorização e avaliação das escolas e podem vir a ser líderes de workshops ou examinadores do IB. O IB oferece palestras em todo o mundo, reunindo professores para que aprendam e compartilhem suas experiências, treinando mais de 75 mil professores por ano.